Primeiramente, Chico Anysio não morreu. Nem morrerá. A família perdeu um pai, um marido, um parente, mas o Brasil jamais perderá o Chico. Tive o prazer de conhecer o mestre de perto. Foram quatro histórias que me marcaram.
Na primeira, após um show dele em Fortaleza, me infiltrei no meio da família para tentar uma foto com o ídolo. Quando fui ver, o intruso (eu) já estava dentro do camarim. Mesmo sem ser convidado, fui bem recebido. Garanti minha foto, num gesto de simplicidade do artista.
O segundo contato foi uma entrevista que fiz com ele para o Portal Verdes Mares. Chico estava em Fortaleza e eu, como jornalista, tive o prazer de entrevistar. Liguei para o hotel, ele atendeu e disse pra eu ir mais tarde. Fui e passamos a noite conversando, sem pressa, sem relógio. Eu, ele e minha esposa.
Na terceira vez, após o show Chico.Tom, eu pedi ao Chico para ele esperar um minuto para que eu pudesse tirar uma foto – eu, ele e Tom. Ele esperou e deu mais essa honra. Nessa época, eu já era amigo do filho dele, André Lucas.
A quarta história foi exatamente trinta dias antes de ele fazer seu primeiro show no céu. Por meio do twitter @oficialchico, brinquei com a Malga (esposa dele) sobre o atual momento do Ferroviário-CE, primeiro time do mestre. Ela respondeu por ele – Ele sempre será Ferrim, apelido carinhoso do clube. Mesmo enfermo, ele tinha capacidade para brincar e responder os fãs.
Chico Anysio nunca morrerá.



